Sempre queremos ajudar, manifestar ou falar de algo que nos
chama a atenção. Não importa se é falar bem ou mal, queremos falar algo! E isso
é assim desde sempre!
As redes sociais levam para o cyberspace as relações humanas
que sempre aconteceram no mundo real, #FATO! Contudo, o contar aos amigos ou
colegas de trabalho o que leu no jornal sempre teve proporção mínima perto de
compartilhar algum conteúdo nas redes sociais.
Isso pode ser bom ou ruim, em especial quando falamos de marca
ou reputação destas marcas, seja de empresa, produto ou serviço. O poder que as
pessoas ganharam para também engajar e formar opiniões em massa e agregar valor
ou destruir uma marca é incrível, daí a necessidade de gestão e monitoramento de marcas e produtos na Internet.
Mas da onde veio este gosto pelo SHARE?
No Brasil, o Facebook engajou realmente e emplacou no cotidiano
virtual das pessoas em 2011, mas ainda com um uso mais “orkutizado”, ou seja,
troca de recados e likes apenas. Contudo, o botão de SHARE deslanchou quando
incorporamos o ato de compartilhar com nossa rede tudo o que vemos de bom,
divertido ou absurdo, e então compartilhamos como forma de protesto! Straik! É
aqui que tudo começou!
Em prol do Manifesto Virtual em Protesto Contra Exploração Infantil,
no Dia das Crianças de 2011, (12/10), trocamos nossas fotos de perfil por fotos
de desenhos animados clássicos. Lembra disso? Pois é, rolou um post na timeline
de todo mundo sobre a ação que foi altamente compartilhado e gerou uma ação em
massa grande e, de repente, todos os nossos amigos viraram a Cinderela, o
Pinóquio, Mangas, Hercules, Timão e Pumba, Garotas Super Poderosas, Mickey e
tantos outros. A ação saiu do Facebook e o incentivo e apoio à troca de avatar
no Facebook ganhou visibilidade nos posts de blogs, mesmo que com mensagens
simples, mas que mobilizou muita gente. Como exemplo, veja o post do 2Hipsters e a matéria da Revista Opinião, do Piau.
Este foi o primeiro evento baseado em compartilhamento que
gerou uma ação em massa relevante no Brasil e dali em diante notamos que não tínhamos
apenas uma brincadeira na mão, como víamos o Orkut, mas uma ferramenta de
mobilização pública forte, barata e que gera resultado instantâneo.

Pois, mas não pense você que esta foi uma forma criativa que o Brasileiro encontrou de se manifestar e experimentar a força do Facebook. A ação é uma cópia do que já havia acontecido em Portugal, em novembro/2010. Neste tempo um Jornalista RTP, João Tomé de Carvalho, pediu, em seu perfil, para que as pessoas trocassem seus avatares por um desenho animado que remetesse a sua infância. O pedido foi aceito e comunidade portuguesa viu suas timelines forradas por desenhos animados num clima de nostalgia sem propósito, apenas pelo fato de experimentar e vivenciar algo com a ferramenta, que de fato, todos estavam ainda conhecendo. A ação aconteceu no mês de novembro, mas sem nenhum resultado, pela falta de propósito de ser.
Um exemplo de mídia que veiculou esta ação foi o jornal digital Akademia, de Portugal.
Contudo, este foi o início de uma enxurrada de ações e apps que passaram a nos engajar e fazer-os notar que somos observados nas redes sociais e que a diversão exige cautela. Desde então, o cuidado com a imagem virtual tem sido mais zeloso.
Aliás, você faz seu marketing pessoal Online?
Já pensou sobre isso?

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